A Caoa Chery causou rebuliço no mercado ao anunciar que interromperia a operação de sua fábrica em Jacareí (SP) por três anos. A medida incluiu a demissão de centenas de colaboradores e não há qualquer garantia de que as atividades serão retomadas até pelo menos 2024.
A marca já tem planos de curto prazo para a fábrica de Jacareí (SP), que ainda este ano, será utilizada como unidade de preparação de parte dos veículos híbridos importados da China que integram a nova oferta da empresa no mercado brasileiro.
De acordo com Marcio Alfonso, vice-presidente de operações da Caoa, os modelos importados passarão por processos de validação, como por exemplo, verificação de itens de segurança segundo normas do Inmetro e, também, de emissões, antes de seguirem para as concessionárias.
As operações começam com os modelos Arrizo 6 Pro híbrido e com o compacto 100% elétrico iCar. cerca de 90 funcionários estarão envolvidos nas atividades e parte deles são integrantes do quadro administrativo que restou na unidade após o processo de demissão em maio deste ano.
A produção de veículos com motores a combustão segue nos planos da empresa para Jacareí, ainda que esteja no horizonte a sua especialização em montagem de híbridos e elétricos, conforme adiantado por Automotive Business.
Utilização da fábrica de Anápolis
A fábrica goiana opera hoje em dois turnos, com capacidade de cerca de 40 mil veículos/ano, quase metade da sua capacidade nominal. Ali são produzidos os modelos Caoa Chery de maior porte e veículos da marca Hyundai. Há também na unidade, um centro de desenvolvimento de produtos.
Desde o fim de 2017, quando se estabeleceu no país a sua parceria com a Caoa, a Chery realizou 10 lançamentos no mercado nacional, todos produzidos na região. No ano passado, a empresa realizou contratações em Jacareí para atender às demandas do Tiggo 3X, e registrou até dezembro cerca de 40 mil unidades licenciadas, o que lhe rendeu 2% de fatia do mercado nacional – quase o dobro do ano anterior.
Apesar dos resultados comerciais, a empresa, em termos produtivos, nunca conseguiu chegar próximo do patamar que havia prometido atingir na unidade paulista. Se a promessa era de serem produzidas ali 150 mil unidades por ano, em 2021, o de maior volume histórico da companhia naquela fábrica, o total chegou a 14 mil unidades.
Em comunicado, a empresa se compromete a manter de forma integral a assistência técnica, garantias, peças e serviços em suas mais de 140 concessionárias, assim, podemos garantir que não sejamos totalmente prejudicados.
Fonte: copbor.com.br